
"Ei,
Clark. Conte alguma coisa boa."
Provavelmente você já
ouviu falar nesse filme super fofo. Ele é maravilhoso, não tenho palavras pra
dizer o quanto eu amei. O filme,
baseado no best-seller da escritora Jojo Moyes, que estreou no
dia 6 de junho desse ano. E com certeza você já sabe quem é o protagonista do
filme né! Você já reparou que Sam Claflin tem um poder especial? Ele consegue
derreter nossos corações sempre, em qualquer filme, com qualquer papel, seja um
estudante meio coxinha, um pirata ou um tetraplégico. Fala sério, a
escala de fofura dele é ao extremo. O elenco tá incrível além do Sam, tem
também Emilia Clarke (lembra da Daenerys Targaryen de Game of
Thrnoes? ), há, e o Matthew
Lewis (O neville longbottom de Harry Potter). E os looks da Lou são tão, tão, mas tão legais, e o
filme ainda se passa me um castelo. Ha e sem esquecer da trilha sonora que é do Ed Sheeran. Já se apaixonou? Não? Então vem comigo... Hehehe.

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin)
leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser
atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o
torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A
situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus
pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia
Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades
financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar
o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

“Como eu era antes de você” conta a história de Louisa Clarck, uma garçonete de 26 anos,
que mora com os pais e namora o mesmo cara há sete anos, e está acomodada na
vida. Acomodada em tudo: em seu emprego que não tem futuro, mas ela gosta de
conversar com os clientes, e é cômodo. Em seu relacionamento, que não faz seu
coração bater mais forte, que não se identifica mais pela pessoa que se
apaixonou, mas é cômodo. Em viver em um quarto apertado numa casa cheia, por
que é cômodo. Tudo muda quando o café que Louisa trabalha é fechado, e ela tem
que procurar outro emprego. Depois de muitas buscas e tentativas, ela percebe
que não está qualificada para fazer nada e sua única habilidade se resume a:
saber lidar com pessoas.

Foi assim que Lou virou cuidadora assistente de Will
Traynor, um tetraplégico amargurado que aos 35 anos, se via numa situação
complicada, e não pelo caso de seu estado de cuidados extremos, mas por se
encontrar desiludido e mal-humorado com a vida e as pessoas ao seu redor. Will
tem um humor ácido. É amargo e deprimido. Ele sempre foi muito disposto,
porém depois do acidente, perdeu tudo que havia adquirido: seu emprego, sua
namorada e suas aventuras. Antes de conhecer Lou, Will tinha tentado se matar e
na vã tentativa fez os pais prometerem que o levariam para a Suíça para a
Dignitas para que ele morresse como desejava, e para isso ele deu um prazo de 6
meses. Eutanásia é um assunto polêmico e incomodativo. Lou teria 6 meses para
fazer Will se apaixonar novamente pela vida. Ela teria 6 meses para salvá-lo da
morte. É muito comovente,
ver o desenvolver lento do envolvimento de Lou e Will. Duas vidas que
não pareciam ter a menor possibilidade de se cruzarem, mas aconteceu. E não foi
em vão. Cada um interferiu na vida do outro como tinha de interferir. Louisa
não aceita a decisão de Will, e parte em uma missão que será a luta de sua
vida, em busca de algo que o prenda a dele. Apesar de torcer ardentemente por Louisa durante
todo o filme, entendi a posição de Will, independente do aspecto religioso da
questão. Resolvi abordar o desejo de Will através do aspecto puramente
objetivo, e me questionar: A quem pertence à vida? E, se a qualidade de vida
interferiria em minhas decisões sobre continuar ou não vivendo. Pensei em várias personalidades que por um motivo ou
outro perderam a capacidade de controle sobre seus corpos. O que me fez
questionar a inteligência e a capacidade de aceitação de uma nova maneira de
viver de Will. Principalmente,
por ele ser jovem demais para ter tanta certeza de não haver mais nenhuma razão
para viver.

Esse filme te faz questionar os valores da vida e como você
se sente ingrato diversas vezes ao longo dessa caminhada só por não suportar
seus pequenos problemas. Esse livro não esconde as dificuldades e a verdade de
um tetraplégico embelezando com uma história de amor. Sim, há uma linda
história de amor, mas acima de tudo há uma história de amizade e como às vezes
é impossível superar alguns desafios. Como às vezes a esperança não basta,
apenas a realidade. Acho que amar os outros pode ser mais fácil do que ser
amado. Afinal, é egoísmo saber o que é melhor pra você, mesmo sabendo que isso
causará sofrimento para as pessoas que ama? E o pior, mesmo sabendo que isso
também pode ser o melhor para elas? Não consigo enxergar o Will de outra maneira
além de um personagem fortíssimo.

Eu simplesmente me apaixonei pela história de Will Traynor e Louisa Clark. Como eu era antes de você é uma linda história de amor, não
daqueles tipos de clichês que vemos por aí, em que os mocinhos se apaixonam à
primeira vista e salvam e transformam suas vidas, com um lindo final feliz. Não!
Na verdade ela é envolvente, é cruel, é comovente e muito, muito impactante.
Eu fiquei
verdadeiramente destruída. E encantada! Simplesmente amei Como eu era antes de você.
"Viva intensamente. Apenas viva".